sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Vigilância sanitária proíbe diversos produtos naturais


Fitoterápicos sem registro não podem mais ser fabricados, vendidos, nem consumidos
Por Gislandia Governo
Uma série de produtos naturais elaborados por duas empresas tiveram fabricação, distribuição, comércio e uso suspensos, em todo País, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão foi publicada  no Diário Oficial da União. Os artigos, vendidos em pó ou cápsulas, não tinham registro junto ao órgão e as empresas não têm autorização de funcionamento.

Da Naturnatus Produtos Naturais estão proibidos: ginkgo biloba com ginseng, sene, chá verde cápsulas, catuaba cápsulas, Tribulus terrestris, cáscara sagrada, castanha-da-Índia, garcínia, composto laxante e alcachofra com berinjela.

Entre os artigos suspensos produzidos por uma microempresa de CNPJ 39.635.925/ 0001-44 (de Israel dos Santos Costa ME) estão: imuniflora, salsa caroba, unha de gato, algas flora, carvão vegetal, garra do diabo, erva são joão, lobélia anti-fumo, colágeno, isoflavona, anis estrelado e acerola cápsulas.

A Anvisa informou que os produtos similares de outras empresas, se tiverem registro no órgão, continuam sendo comercializados nas categorias alimentos ou fitoterápicos. O médico Alfonso Aguilar, especialista em Fitomedicina, explica que, na maioria dos casos, não é exigida receita médica para adquirir produtos naturais. Mas alerta: “Usados de forma incorreta, eles podem causar problemas à saúde, e devem ser usado sob orientação médica. Chás, por exemplo, como o de sene e de garcínia, são contraindicados para as gestantes pelos riscos de um aborto e má-formação do feto”.